quarta-feira, abril 12, 2006

Sobre jornais e "um trem cabeludo"
Gosto de ler jornal, mas em dia de semana não dá tempo de fazer isso da forma ideal, tipo sentado em uma cadeira de praia, debaixo do guarda-sol, na beira do mar, sem nada pra fazer além de entrar n' água ocasionalmente. Por isso, raramente compro jornais standard de circulação nacional durante a semana. Como no trabalho temos acesso aos estaduais de maior porte - DC e AN -, restam poucas opções para o que eu chamo de "leitura de almoço" (ou de ponto-de-ônibus): aquela leitura rápida e muitas vezes distraída. A melhor alternativa nessa situação, para mim, é disparado o Diarinho de Itajaí. Não concordo com tudo que é publicado (conteúdo e forma), mas rende boas risadas e traz uma cobertura no mínimo original para fatos que muitas vezes não emplacam na imprensa mais formal.
Só pra ilustrar, foi publicada há algumas semanas uma matéria sobre uma jornalista que saiu nua (e, segundo o relato, embriagada) pelas ruas de um bairro chique da capital. O ápice cômico do relato é a descrição da mulher, que segundo o texto estava "com a bunda meio caidinha, apesar de ter dinheiro pra botar botox até na orelha". E segue dizendo que "o silicone novo ficou muito bonito" e "a pexereca estava precisando de uma depilação". Questões éticas à parte, foi uma gargalhada geral na editora.
Claro que nem tudo no jornal é mera tiração de sarro. Entre os conteúdos mais diferenciados está a coluna do César Valente, um dos fundadores do Curso de Jornalismo da Ufsc e ex-professor de vários integrantes do +D1. A coluna diária deste mestre da ironia pode ser vista também no blog De olho na capital.

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